A Stemmatters é uma empresa de biotecnologia, sediada em Guimarães, que opera como CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) especializada em produtos de medicina regenerativa. Ao longo dos anos, a Stemmatters consolidou uma vasta experiência em diferentes produtos e processos, incluindo medicamentos de terapia avançada e medicamentos biológicos complexos. A empresa presta um ampla gama de serviços que abrange desde o desenvolvimento de produto/processo e serviços analíticos até à produção clínica em conformidade com as Boas Práticas de Fabrico.
A Stemmatters irá utilizar a sua experiência na metodologia de Quality by Design (QbD) e nas Boas Práticas de Fabrico para a produção de células CAR T. Serão desenvolvidos e otimizados protocolos para o fabrico e testes analíticos destas células, estabelecendo os requisitos críticos para uma rápida transição para a fase clínica.
Instituto Português de Oncologia do Porto | IPO Porto
O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto) é uma instituição de saúde de referência nacional e internacional no domínio do tratamento, investigação e ensino em oncologia. O IPO Porto é o único Centro Compreensivo de Cancro em Portugal, assim como é o único hospital do SNS com uma Unidades de Investigação e Desenvolvimento reconhecida e avaliada pela FCT. A procura constante da inovação através da investigação tem originado projetos diferenciadores e pioneiros nas várias áreas de intervenção do Instituto , nomeadamente através de programas-quadro de apoio à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico cofinanciados a nível europeu.
O IPO Porto irá solicitar a aprovação do conselho de ética para obtenção de material biológico adequado à produção de células CAR T pela Stemmatters. Serão igualmente realizadas análises para caracterizar as amostras dos doentes e identificar antigénios promissores em tumores sólidos com vista ao desenvolvimento de novas células CAR T.
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT
A NOVA FCT é uma das principais Faculdades de Ciências, Engenharia e Tecnologia de Portugal, reconhecida pelo seu carácter inovador, imersa num ecossistema empreendedor que se caracteriza pela forte ligação ao tecido empresarial e pela sua comunidade de start-ups. Fundada em 1977, na zona da Caparica, o campus universitário é o maior do país, com cerca de 8500 estudantes, 539 docentes, 137 investigadores, 243 funcionários e mais de 1000 projetos. O perfil diferenciador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa caracteriza-se também pela resposta à dinâmica e exigência do mercado de trabalho, valorizando a integração das soft skills na sua dimensão pedagógica, através do Perfil Curricular. A NOVA FCT acolhe 18 centros de investigação reconhecidos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A qualidade científica reflete-se também na produção científica, com publicações no TOP 10 das principais revistas internacionais da especialidade, sendo o espaço de ensino português com maior concentração de laboratórios CoLABs (9) e Bolsas European Research Council – ERC (21). O resultado deste desempenho é a integração da faculdade nas prestigiadas redes de universidades tecnológicas CESAER, EUTOPIA, University Industry Innovation Network e Young European Research Universities Network e parcerias com universidades europeias e americanas.
A FCT NOVA irá utilizar uma abordagem de quimioinformática para a seleção de alto rendimento de moléculas que potenciem a função das células CAR T. Vai aplicar os seus conhecimentos em Glicobiologia e Imunologia para selecionar moléculas candidatas para a inibição de pontos de controlo imunitário chave (immunecheckpoints) e para o controlo da libertação excessiva de citocinas, e irá validá-las experimentalmente em células CAR T. Neste projeto participam investigadores de duas prestigiadas unidades de investigação da NOVA FCT, a UCIBIO e LAQV, bem como de dois dos seus departamentos, nomeadamente o Departamento Ciências da Vida e de Química.
No âmbito deste projeto, Patrícia Sobral, candidata a doutoramento em Química Sustentável pela NOVA FCT, em parceria com LAQV e UCIBIO, desenvolve a sua tese intitulada “Computational approaches to target glyco-immune checkpoints in CAR T cell: opportunities for novel small-molecule therapeutics“, que explora, através de abordagens de Quimioinformática e de modelação computacional, os receptores Siglec-7 e Siglec-9 como alvos para o desenvolvimento de pequenas moléculas capazes de potenciar a eficácia das terapias CAR-T. O seu trabalho contribui diretamente para os objetivos científicos do CAR T-Matters, reforçando a ligação entre investigação académica e inovação translacional.
Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas | UCIBIO – i4HB
A Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, UCIBIO, integra investigadores da Universidade NOVA de Lisboa e da Universidade do Porto. A UCIBIO está empenhada em expandir os horizontes das Biociências Moleculares Aplicadas através de atividades inovadoras na interface da (Bio)Química, Biologia, Biotecnologia e Bioengenharia. A sua singularidade advém da combinação de ciência de elevada qualidade, guiada pela curiosidade, e de ciência aplicada inovadora, que aproveita os méritos e a experiência da nossa equipa diversificada e altamente empenhada de investigadores séniores e jovens apoiados por parcerias estratégicas. Ao abordar questões pertinentes a nível atómico, molecular, subcelular e celular – incluindo interações célula-célula e dinâmica evolutiva de populações – os investigadores da UCIBIO combinam uma excelente capacidade de transferir conhecimento básico para aplicações orientadas para o mercado, respondendo a desafios e necessidades de desenvolvimento societal e sustentável.
A UCIBIO é uma das três unidades de investigação do Laboratório Associado Instituto para a Saúde e Bioeconomia (i4HB), uma parceria com o iBB-IST e INESC-ID ancorada em fortes competências científicas e tecnológicas em Saúde e Bioeconomia, e comprometida em fazer a diferença e alavancar políticas nacionais e internacionais nessas áreas prioritárias emergentes.